Disclaimer: Verdades profundas. É um texto que pode gerar conteúdo visual.
Em tempos, o primeiro sangramento era um evento celebrado com uma enorme alegria. Uma mulher era iniciada na jornada de se conectar com o seu ciclo e sangue, conhecimentos eram passados e desabafos partilhados. Com a evolução da humanidade e distorção, um costume que se perdeu e distorceu-se. Muita sabedoria perdeu-se e ficou esquecida. Uma desconexão monstruosa com o útero, com os ciclos, uma repulsa pelo sangue fértil, desregulação hormonal, a falsa propaganda dos métodos contracetivos que todos os meses o sangramento é a menstruação, quando é só um sangramento de escape que se assemelha visualmente mas de nada é igual.
Como muitas mulheres, eu enquadro-me no grupo que cresci e fui criada a ter repulsa do sangue, o "período" era um incomodo por todos efeitos secundários. A primeira vez foi traumatizante por hemorragias que levaram a anemia. Mais de 10 anos presa à um comprimido, repulsa ao usar pensos e todo o desconforto e cheiro dos químicos ao misturarem-se, tampões que resolviam e davam liberdade, mas todas as mudanças de humor exageradas, cólicas, calores, enxaquecas, acne, sensibilidade mamária, ... Até (com ajuda de livros, cursos de desenvolvimento pessoal, journalling, meditações) começar a ouvir o meu corpo e ter a coragem para mudar hábitos. Largar a pílula, passar pela transição e descobrir qual o método que me sentia mais confortável, meditações da árvore e do útero (fazer as pazes com crenças que me foram passadas), respeitar os meus ciclos (plantar a lua), mudar para soluções ecológicas, o copo menstrual, e fugir dos químicos que compõe os pensos e tampões, reconhecer as diferentes fases do ciclo, conectar-me e aprender mais sobre a minha lua interior.
Sempre que possível, ajo de acordo com a fase em que estou, oiço o meu corpo e dou-lhe o que precisa. Receber o sangue passou de repulsa a adoração, estou saudável e fechar um ciclo, mesmo perante os efeitos que só demonstram os desafios bons ou maus que se desenrolaram. Respeito, compreensão, amor, sabedoria uterina.

Tens uma vulva, porque a vagina é o canal para dar e receber, que atua na proteção do teu útero. O teu clitóris é lugar ideal para despertares a energia dormente. Descobre-te, aprende sobre o corpo feminino, o ciclo, as diferente fases e as hormonas que desempenham um papel crucial. Informa-te, não tenhas medo de usar a tua voz. Quem esta no teu corpo, és tu! E por muito que te digam que não, a tua sabedoria interior é a verdade que merece luta para ser ouvida.

Tu sabes o que é o melhor para ti, não há certos, nem errados!
Cada mulher tem uma história a ser contada, decisões a ser respeitadas, experiências a não serem menosprezadas.