Há uns dias atrás fez 1 mês que voltei para bruxelas e o tempo têm voado. Cheguei numa altura boa: a cidade de onde ia ainda estava verde, por isso começei logo a trabalhar, as lojas estavam todas abertas e deu para comprar o que era necessário e mimar-me, e ainda consegui ir ao restaurante. Até as medidas começarem a sem impostas e estar de novo numa "semi-quarentena". Houve dias que pensei "Porque é que voltei quando há uma nova quarentena a acontecer? Será que foi a melhor decisão?", mas depois de 2 meses irá sempre mexer com o psicológico, independentemente do país! É um situação que já é familiar, mas traz feridas que se instalaram.
Sabe bem estar de volta, apesar de já não ser o mesmo, já não é aquela novidade. Em contrapartida gosto da casa onde estou, do trabalho que faço. Estou mais confortável, mas não invalida a dor de estar longe. Não invalida continuar na certeza da incerteza. Não invalida esta sensação de serem vidas diferentes e não saber como chegar à junção final. Não invalida ter inúmeros "não sei" que atormentam.
Estou bem, com muitas questões internas à espera de resposta e que olhe mais profundo para mais memórias que vão surgindo. Com um coração de saudade, uma alma a fervilhar de objetivos, uma mente a tentar ter os pés assentes na terra.
